quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Resenha na casa de vitinho

Conhecir uma galera, da qual se não fosse ela, muita coisa não teria acontecido e isso me leva a pensar que nada seria possivel se nada tivesse acontecido a dizer que tudo nessa vida: é pra ser do "jeito que deve ser", senão, ninguém estaria ai se divertindo vindo  aqui nesse momento compartilhar uma coisa que por outro lado outras não estão nem  ai ... Então

domingo, 12 de setembro de 2010

A tirania do qualquer um

     Hoje qualquer um com um computador e um programa adequado pode editar seus próprios livros. Ou seu próprio jornal ou sua própria revista. Qualquer um pode fazer  o seu próprio CD em casa. Não depende mais de nenhuma estrutura alheia - grandes impressoras, grandes estúdios ou grandes espaços- para produzir o que quiser. Mas essa nova liberdade tem a sua contrapartida tétrica: assim como qualquer um pode dispensar a indústria literária para publicar seu romancezinho ou a indústria musical para gravar a banda das crianças, qualquer um pode ter nas mãos a capacidade de destruição de um exército sem precisar ter uma nação.
     A nação e o seu exército são as grandes estruturas tornadas desnecessárias pela sofisticação dos recursos para quem quer se expressar, no casa não com arte, mas com outros estouros. Coisas como o lançador de mísseis desmontável e portátil, a relativa facilidade em fabricar e trasnportar projéteis nucleares ou com cargas químicas mortais e, claro, um computador com um programa adequado aumentaram o poder do qualquer um e o seu raio de estragos possíveis. Assim, além do indivíduo que é seu próprio editor e sua própria gravadora e - com todos os programas de computador disponíveis - seu próprio arquiteto, contador ou conselheiro astral, temos o indivíduo que é a sua própria força armada pronta para a guerra, ou pelo menos para começar uma.
     Nunca o qualquer um teve tanto poder. Ele já atuou no passado, e influiu muito na História, mas não tinha os meios que tem agora. Era o anarquista com sua bomba de pavio, o assassino no meio da multidão com sua pistola, o anônimo cujo o martírio ou liderança espontânea começava uma revolta ou um massacre. Mas a possibilidade de espalhar o grande terror era exclusividade das nações e dos exércitos, das grandes estruturas. Não era pra qualquer para um. A democratização da ciência e a banalização das técnicas de matar trouxeram o qualquer um para a sua eminência atual. Hoje o grande terror é ele. Vivemos sob a tirania da sua imprevisibilidade e da sua independência das grandes estruturas: cada um é uma nação de um só, com uma indústria de morte própria. Ele pode ser o passante com um colete de explosivos sob a roupa. Pode ser a moça ao nosso lado no metrô com o antrax na mochila. Pois o maior terror do qualquer um é que ele pode ser qualquer um.


Afrontar o diverso


      É inerente ao homem o olhar preconceituoso, a aversão por culturas que vão contra as suas, devido a um processo histórico. Sendo assim, estamos dispostos a nos preservar desse olhar, aversão, afim de, respeitar as diversas maneiras de se vê o mesmo quadro. Entretanto, o que se percebe é o pragmatismo da ignorância devido a fatores externos de uma sociedade que só “aceita o aceitável”, imposta por idéias capitalistas e esquece de que a cultura comum está na essência da nossa espécie.
      A idéia desse olhar e aversão pode ser vista de várias maneiras pela sociedade, entre elas, a forma de como se vestirem dentro da mesma, a maneira como heterossexuais vêem os homossexuais, o estilo de vida dos católicos em relação aos protestantes, a contracultura nascente, enfim, estamos aptos a nos conhecer e inovar maneiras de nos respeitar da melhor forma possível pelo menos.
      Isso sinaliza a problemática em conviver com as diferenças, pois, essa necessidade precisa ser transparente com atitudes individuais onde o conhecimento sobre a pluralidade cultural e individual promoverá mudanças na forma de ver a si próprio para com os outros. Para tanto, é preciso superar os padrões cristalizados impostos pela sociedade moderna capitalista, para que, enfim, possamos da um passo para a humanidade.
       Portanto, não existe democracia plena numa sociedade em que não haja a valorização social da diversidade. Sabendo disso é fácil entender como progredir, porém o mesmo não se conclui senão afrontar o diverso, a pluralidade das culturas.